Como o skate virou território de expressão e estilo na moda

Da contracultura às passarelas, o skate criou um estilo próprio, que hoje inspira gerações e influencia a moda com autenticidade

Por Sofia Duarte 5 jan 2026, 14h00
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undado e movido pela subversão, o skate tem na criatividade um dos seus pilares fundamentais. Afinal, ao transformar um ambiente urbano em pista, exige improvisos e interpretações individuais na hora de mandar uma manobra, estimulando o pensar fora da caixa. E a moda não fica fora disso.

“Quando você vai a uma pista ou acompanha uma sessão de skate, dá para perceber que todo mundo tem um estilo diferente, tanto de se vestir quanto das manobras. Eu vejo que a moda entra no skate nessa vontade de se expressar diferente”, reflete a skatista de 26 anos Vitória Mendonça à CAPRICHO.

O colete é uma das marcas registradas do look de Mendonça, que, para ela, tem a ver com a liberdade no movimento dos braços, e é uma escolha com a qual se sente mais confiante. Para as calças, prefere modelos baggy, que fazem parte da cultura skatista e continuam ditando tendências atuais. 

Mendonça já assinou coleção de roupas com a Element Skateboards e, em 2024, foi convidada pela Adidas Skateboarding global para assinar sua primeira colorway de um tênis – é o que acontece quando uma personalidade escolhe as cores de um modelo de calçado já existente, estampando também o seu nome e tornando-o exclusivo.

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“Eu me emocionei muito. Foi muito importante para mim enquanto mulher e mulher negra. Foi uma conquista de todas nós, mulheres, que andam de skate e têm sonhos. Porque a gente sabe que é difícil chegar nesses lugares”, celebra.

Ocupar a moda

A essência de contracultura do skate, que envolve a ocupação de espaços públicos de forma não convencional, já foi marginalizada. Porém, enquanto quem subia no carrinho tinha pouca aprovação social, nascia uma estética que, mais tarde, se tornaria uma das principais influências da moda contemporânea.

A princípio, as roupas precisam ser confortáveis e permitir a liberdade de movimentos. É por isso que as peças largas, que não limitam o corpo, viraram sinônimo do esporte. A qualidade dos tênis também importa, já que eles precisam ser resistentes e ter aderência à lixa. 

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Marcio Banfi, stylist e professor da Faculdade Santa Marcelina, lembra: “Nos anos 90, com a onda do grunge, surgiram calças enormes, camisas largas, o gorro… Visualmente, ao longo do tempo, a moda skatista muda pouco. Entram marcas novas e elementos do punk e do hip-hop.” 

Ele ainda destaca a silhueta barrel nas vitrines das lojas. “Elas estão em alta faz uns quatro anos. Então, hoje em dia, eu nem chamo mais de macro tendência. É uma peça que vai ficar e usa quem quiser.” O uso da peça começa com o skate, mas entra no dia a dia de quem quer construir um estilo próprio, independente de praticar o esporte ou não.

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