Marca sustentável faz roupas e acessórios a partir de guarda-chuvas

Sim, isso é possível - e o resultado fica estiloso e ainda te protege da garoa.

Por Sofia Duarte Atualizado em 27 dez 2025, 08h42 - Publicado em 29 mar 2022, 17h11
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ocê já imaginou que um guarda-chuva poderia virar uma jaqueta confortável ou um bucket hat descolado? Essa proposta que alia a redução do impacto ambiental ao streetwear é a ideia da marca Relevo, idealizada por Juliana Pinto em 2017, ainda quando cursava design de moda.

Em entrevista à CAPRICHO, a estilista e empreendedora de Petrópolis contou que o negócio surgiu a partir de um trabalho da faculdade, cujo objetivo era desenvolver uma marca sustentável inspirada na cidade.

“A minha mãe falou que tinham guarda-chuvas que a vizinha deixou para ela fazer umas bolsas. Foi aí que pensei: ‘Posso fazer alguma coisa com esse material’, porque aqui em Petrópolis chove muito. E também era uma necessidade, porque parece que guarda-chuva é feito para quebrar e sempre vemos nas ruas, poluindo o ambiente“, lembra Juliana. Então, ela decidiu transformar um guarda-chuva em um belíssimo corta-vento com capuz e criou a Relevo do zero para apresentar o projeto na faculdade.

Mas foi apenas um ano depois que ela decidiu realmente levar a Relevo adiante, que tem esse nome em referência ao próprio solo da cidade de Petrópolis – com relevo para todo lado.

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“Decidi que iria levar a marca para uma feira da cidade em um final de semana, para sentir o movimento e confirmar se haveria uma aceitação do público. Tive 15 dias e consegui fazer 15 casacos. Chegando lá, no sábado, já esgotou tudo. Percebi que as pessoas gostaram tanto da sustentabilidade como do estilo das peças”, afirma.

“A primeira vista, a pessoa não acredita que aquilo é feito de guarda-chuva. Depois que a gente conversa e ela entende, ela não acredito que isso possa ser feito e ser tão confortável e tão usável assim. Não incomoda, não pinica, nada. Recebemos muitos elogios do acabamento, porque às vezes a pessoa pensa que só tiramos o tecido do guarda-chuva, colocamos um zíper e pronto. Não, é todo um trabalho, toda uma qualidade que a gente quer mostrar no produto.”

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Hoje, a marca está em processo de crescimento e procura um sócio-investidor. “Esse trabalho específico é praticamente artesanal, por isso é difícil de encontrar mão de obra para ele. No momento, estamos com uma costureira, mas buscamos outras para aumentar a equipe e a produção.”

“Temos alguns pontos de coleta de guarda-chuva na cidade e temos os nossos apoiadores de cooperativas de reciclagem que guardam os guarda-chuvas pra gente”, acrescenta.

As jaquetas variam de R$ 199 a R$ 209,90, enquanto os bucket hats costumam custar R$ 69 e as pochetes R$ 59, e as vendas da Relevo acontecem pelo e-commerce e também aceitam encomendas via Instagram. “Todos os casacos são únicos e exclusivos. Então, em uma estampa você só vai encontrar em um tamanho”, explica a estilista.

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Além disso, o comprometimento da marca com a representatividade é nítido, e foi reforçado por Juliana na nossa conversa. “Sempre quis representar as pessoas que estão ao meu redor. Sempre tento representar pessoas pretas nos editoriais que a gente faz, mulheres de todos os tipos, para ter realmente uma identificação.”

Agora, o objetivo de Juliana e sua equipe é ampliar ainda mais a marca e a produção, encontrar novos pontos de coleta de material em cidades vizinhas e, futuramente, abrir uma loja física.

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